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SHANTALA
- MASSAGEM MILENAR
É uma massagem milenar do sul da Índia que é passada oralmente
de mãe para filha. Lá são só as mulheres que fazem a massagem
nos bebês, por uma razão exclusivamente cultural. O mundo
ocidental teve a oportunidade de conhecê-la através do médico
francês Frédérick Leboyer que numa de suas viagens à Índia
conheceu a Shantala, que ensinou-lhe a técnica e se deixou
fotografar. Leboyer fez um lindo e poético livro, que lançou
em 1976, todo ilustrado com detalhes fazendo toda a seqüência
da Shantala. Em 1978 introduzi essa massagem no Brasil, começando
a aplicar em minha própria filha, bem como nos grupos de mães
com as quais trabalhava na orientação para o parto e pós-parto.
Durante muito tempo, fiquei só trabalhando com essa técnica
ainda desconhecida do grande público. Em setembro de 1979
teve a primeira reportagem de Shantala que foi ao ar pelo
programa "Fantástico" da TV Globo. A partir daí
sucederam-se outras reportagens nas televisões, jornais e
revistas. Só 10 anos após, já em 1986 que foi lançado o livro
em português e notou-se assim um interesse maior por parte
dos profissionais ligados à área terapêutica. Comecei também
a dar cursos de aprofundamento para esses profissionais formando
muitos instrutores. Participando sempre de muitas palestras,
eventos, congressos nacionais e internacionais. Em 1990 introduzi
o Curso de Shantala na Universidade Estácio de Sá no Rio de
Janeiro, dentro de sua programação de cursos extra-curriculares.
A partir daí a difusão foi bem maior, pois alcançou um público
multiplicador, diretamente interessado em aplicar a técnica
em sua área específica, como é o caso dos fonoaudiólogos,
fisioterapeutas, pediatras, enfermeiros, psicólogos, enfim,
terapeutas de todas as áreas.
A quem se destina?
Destina-se a recém-nascidos a partir de 1 mês de idade aproximadamente,
sendo que não há limites para começar e continuar. Portanto,
pode-se fazer em crianças maiores também, fazendo-se adaptações
da técnica. Trabalha especialmente a relação mãe/bebê (que
também pode ser pai/bebê), relaxando a criança, eliminando
tensões, bloqueios, aliviando cólicas. insônias, enfim equilibra
todo o Sistema Nervoso, Energético e Emocional. Trás segurança
e auto-estima, a criança se sente amada. Pode e deve ser usada
como prevenção de neuroses e doenças e aumenta o Sistema Imunológico.
Dirigido a todas as crianças com desenvolvimento no padrão
normal, para aprimorar a relação com os pais. E também, pode
ser aplicado adequadamente em bebês que tenham tido traumas
de nascimento, com carência afetiva, com problemas neurológicos
e até nos casos de diversos comprometimentos, sendo que nesses
casos a aplicação da massagem deve ser individualizada, isto
é, adequada a cada situação e complementar a outros recursos
terapêuticos.
Princípios Gerais
Essa técnica de massagem tem fundamentos no Yoga e na Medicina
Ayurvédica (medicina tradicional da Índia). Os Chackras e
os nadis dão a direção e seqüência dos movimentos. Há um ganho
importante no toque, no carinho, no amor, na relação mãe/bebê,
mas, não se pode esquecer que outra parte importante é a maneira
correta de aplicá-la para que todos os benefícios sejam alcançados.
A direção dos movimentos, a seqüência e a concentração fazem
parte constante dessa prática, assim como, a conversa não-verbal,
o olhar, o olho no olho irá desenvolver outro tipo de relação
mãe/filho. Ao fazer a massagem, que abrange grande parte do
corpo, estaremos massageando também, num nível mais sutil
os canais de energia. Faço analogia com os meridianos da acupuntura,
pois estaremos também trabalhando toda a musculatura, o sistema
nervoso, as articulações proporcionando desbloqueios energéticos
e físicos, alongando, enfim produzindo um equilíbrio em todos
os níveis.
A Shantala deve ser feita num ambiente calmo, silencioso ou
com uma música bem tranqüila (de preferência sempre a mesma),
instrumental ou "new-age". Assim como é importante
a ambientação, também a preparação do bebê e da mãe, ou de
quem vai aplicar a massagem.
O bebê não deve estar de estômago cheio, nem vazio, não ter
a sensação de frio ou excesso de calor. Deve estar predisposto
e participativo. É uma troca energética. De forma alguma deve
ser imposta. É uma massagem prazeirosa e ele vai descobrir
isso e passar a gostar esperando a cada dia por ela. É importante
que seja diária, podendo ser feita até duas vezes ao dia,
sempre diurna, sem quebrar o ritmo do bebê, muito pelo contrário,
auxiliando-o no ajuste deste ritmo, proporcionando uma auto-regulação.
A melhor hora é aquela em que o bebê está de acordo com estas
pré-condições e não a hora imposta pelo adulto. O adulto que
vai aplicar a massagem também deve se preparar já que a criança
é muito receptiva e é necessário que o adulto esteja bem disposto,
relaxado, procurando se abstrair de todos os problemas, ansiedades,
para que não passe isso pelo seu contato com o bebê. Sugerimos
que faça alguma prática de yoga, meditação, relaxamento, etc.
Para que evite qualquer energia indesejável. Um bom banho
antes também é interessante. Para que a massagem seja muito
mais prazerosa ela é feita com um óleo vegetal. Na Índia é
tradição o óleo de côco no verão e de mostarda no inverno.
Aqui adaptamos no inverno o óleo de amêndoas, que preserva
mais o calor na pele. O importante é que o óleo seja vegetal
e não mineral e esteja pré-aquecido (levemente). O óleo vai
ser um ótimo condutor dos movimentos, evitando atritos na
sensível pele do bebê. O óleo deve ser totalmente puro e natural,
isto é, sem químicas ou perfumes. A criança vai absorve-lo
pelos poros e também possivelmente levará as mãos a boca.
No final da sequência dos movimentos, complementando, temos
exercícios que sã mais semelhantes ainda ao hatha-yoga, trabalhando
a respiração, circulação sangüínea e as articulações, proporcionando
perfeitos alongamentos que o bebê vai adorar. São mais dinâmicos.
Complementando tudo temos um banho, mais veja bem, não é um
simples banho, muito menos um banho de higiene e sim um banho
que vai trazer relaxamento a áreas difíceis, onde as mãos
não puderam ter acesso. O elemento água é por si só um elemento
purificador. Ao submergir o bebê numa água morna completaremos
o relaxamento e daremos prazer a esse banho, deixando-o simplesmente
submerso o tempo que ele desejar, trazendo a sensação da vida
intra-uterina. A água atuará onde não conseguimos penetrar
com as mãos. E o bebê vai relaxar mais ainda, podendo depois
dormir horas a fio. É perfeitamente esperado este resultado.
A criança que é massageada se sentirá amada e, portanto, vai
ficar mais segura. Aliviará tenções localizadas, relaxará
muito e consequentemente dormirá melhor, aliviará cólicas
ou prevenirá para não tê-las. Terá um desenvolvimento psicomotor
muito melhor, enfim, será uma criança calma, tranqüila, ao
mesmo tempo ativa e inteligente. Principalmente as crianças
com traumas de vida intra-uterina e nascimento e com carências
diversas, são as que mais necessitam deste toque mágico.
O poder das mãos é incontestável, o tato, dissolvendo todas
as tensões, o calor humano. Por isso é importante que a massagem
seja feita com o bebê sobre o corpo de quem a faz, sobre as
pernas para que ele se sinta protegido dentro do corpo áurico
da mãe. Teremos assim, futuros adultos mais equilibrados,
mais harmonizados com o mundo e consigo mesmo.
Fadynha
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