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MEDITAÇÃO
- O FIM DO STRESSE
Tem dias em que tudo dá errado. Com a ansiedade a mil por
hora, às vezes, nem dá para saber por onde começar a enfrentar
os problemas. Que tal relaxar? É o que praticantes da yoga
e da meditação vêm fazendo há milênios.
A prática da meditação pode ser uma eficiente aliada para
equilibrar estressados em geral. Fruto da sabedoria oriental,
chegou ao ocidente na década de 60, junto com outros movimentos
alternativos. E de uns tempos para cá vem sendo adotada por
um número de adeptos cada vez maior. Pudera! Hoje, quando
estresse é palavra corriqueira, e o estado geral é de tensão,
recorre-se mais e mais a práticas menos convencionais.
Sabe-se que a incidência de internações por problemas cardiovasculares
é 87% menor entre os que fazem da meditação uma prática diária.
Em São Paulo, pacientes internados no Hospital do Servidor
Público Municipal têm, além das terapêuticas convencionais,
a possibilidade de incorporar a meditação ao tratamento. Também
é um recurso usado na recuperação psicológica de pacientes,
ou para aliviar, por exemplo, efeitos colaterais da quimioterapia.
Melhorar corpo e mente
De acordo com as pesquisas, a meditação promove a liberação
de substâncias calmantes produzidas pelo organismo, e, em
conseqüência, uma melhora imediata da disposição. O que é
particularmente benéfico em casos de depressão e ansiedade.
O relaxamento que propicia chega a ser mais reparador do que
o próprio sono. Além de reduzir o estresse e amenizar as tensões
do sistema nervoso.
Mas como alguém estressado, que vive em constante agitação,
consegue meditar? Para a instrutora de meditação transcendental
Adriana Maranhão, alguns exercícios simples ajudam bastante.
Os respiratórios, por exemplo. Ela costuma ensinar a seus
alunos a prática da respiração alternada. Que significa simplesmente
tampar uma das narinas e procurar expirar e depois inspirar
profundamente com a outra. Depois de repetir a respiração
umas dez vezes, alterna-se a narina.
"Como as narinas vivem entupidas de impurezas, a respiração
alternada e profunda ajuda a limpar os pulmões e a melhorar
a oxigenação cerebral. Nada mais é do que um processo fisiológico",
diz. Os benefícios são muitos. Além de acalmar o espírito,
melhora corizas, nariz entupido e problemas do gênero. E com
o cérebro recebendo doses maiores de oxigênio, obviamente,
passa-se também a raciocinar melhor.
Não se vê o menor problema em dar algumas dicas àqueles que
querem se iniciar na meditação, mas não pretendem galgar os
oito estágios - alguns deles são relaxamento, abstração, concentração
e contemplação, nesta ordem - pelos quais o yogue precisa
passar para alcançar a chamada liberação.
Pode-se simplesmente fazer uso do que ele chama de relaxamento.
"Quando falamos em meditar, no ocidente, pressupomos
pensar sobre alguma coisa. A prática da meditação, no entanto,
está ligada ao esvaziamento da mente, não pensar em nada.
É a contemplação, como os orientais a vêem", diz.
Embora este tipo de contemplação possa estar muito além do
que propomos como meditação, nada impede que se aproveite
os imensos benefícios da simples prática do relaxamento. "É
como conseguimos dissolver nódulos tensionais, couraças emocionais",
diz. Para tanto, ele ensina algumas asanas, ou posturas, que
qualquer pessoa, iniciada ou não, pode fazer. Em qualquer
lugar - mesmo em meio a uma reunião de trabalho, no caos do
trânsito, ou em um ambiente agitado.
Posturas para bem viver
Postura egípcia
* Sentado numa cadeira, junte os pés e os joelhos, alinhe
a coluna, levante os ombros e procure olhar para a linha do
horizonte.
* Mantendo a mesma posição, procure respirar profunda e o
mais amplamente possível: se o caso for de buscar forças para
tentar resolver uma situação difícil, dê ênfase à inspiração.
Se estiver querendo expurgar os problemas, a ênfase vai para
a expiração. O professor Helder Carvalho explica que o exercício
ajuda a controlar a energia essencial através da respiração.
Mudra
* Com os braços sobre a mesa, junte as mãos como num gesto
de prece. Isso, segundo o professor, reequilibra as polaridades
yin e yang, ou seja, as forças ativas e passivas, e ajuda
a tornar nossas ações mais harmoniosas, mais equilibradas.
Sopro solar
Este é para ser feito em casa, sob certo recolhimento: de
pé, com as pernas separadas e a mão esquerda sobre o baixo-ventre,
logo abaixo do umbigo, e a direita sobre a outra, inspirar
profundamente, retendo o ar por alguns instantes, e então
expirar procurando expelir todo o ar dos pulmões, emitindo
um grito de "há", o mais forte e gutural que puder,
enquanto as mãos agem como se estivessem procurando arrancar
tudo o que houver de negativo de dentro de si. Este exercício
tem como objetivo eliminar os problemas e um significado da
ação verbal. O grito, explica Helder,
é uma expressão do chacra laríngeo, que os orientais consideram
nosso centro de poder.
* Sentado numa cadeira ou no chão, voltado para uma janela,
inspirar e expirar o mais fortemente que puder. A expiração
profunda tem explicação fisiológica: assim consegue-se eliminar
todo o ar residual, que permanece nos pulmões quando respiramos
normalmente. Voltados para a janela, conseguimos esvaziar
os pulmões e inspirar novo ar, procurando expandir a capacidade
dos pulmões. O que pode até provocar uma leve tonteira para
os que não estão acostumados.
* Ao acordar, mas antes de sair da cama, ficar de cinco a
dez minutos com o corpo parado. Isso torna a respiração mais
tranqüila e diminui o ritmo mental, queiramos ou não. Agitação
é sinônimo de respiração acelerada e mente inquieta. O contrário
também é verdade. O melhor é tentar ficar quieto até conseguir
esvaziar a mente. Se não conseguir não faz mal. Como diz o
professor Helder Carvalho, meditação é treino e prática.
* No meio da maior agitação, feche as mãos com os polegares
para dentro. O gesto imita uma figa e não é por acaso. Segundo
o professor, os orientais consideram o polegar um captador
de energia. O que explicaria o gesto instintivo dos bebês
de esconderem o dedo, fechando a mão, como uma forma de proteção
natural. Do mesmo modo, a figa é um símbolo que significa
proteger a energia, sem isolar-se, já que apenas a pontinha
do dedo fica de fora.
Enviada por
Prof.
Helder Carvalho
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