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Regressão:
Imaginação ou Realidade ?
Existem pessoas místicas que acreditam que através
da regressão, chega-se a vidas passadas. E também
outras, com mentes mais científicas que têm explicações
diferentes para o fenômeno. 
É claro que existem inúmeras questões e igual
número de respostas, tanto do lado dos místicos ou
religiosos, quanto dos racionais e científicos.
A Regressão a Vivências Passadas é obtida através
de um processo que leva o indivíduo a atingir um nível
de concentração mental, diferente do usual, proporcionando
regredir no tempo e no espaço e, experimentando ou lembrando
de situações específicas.
O primeiro livro best-seller sobre o assunto, que fez muito sucesso
no Brasil, é dos anos cinqüenta, chamado "O Caso
de Bridey Murphy", de Morey Berstein, que era um hipnólogo,
morador do Colorado, Estados Unidos. Relata o caso de uma dona-de-casa
que estava sendo submetida a sessões de hipnose, pelo autor,
para pesquisar até que idade as lembranças seriam
resgatadas através da regressão. Durante o processo,
para surpresa do hipnólogo, regrediu espontâneamente
a uma vida na Irlanda, um século atrás, revelando
inúmeros detalhes sobre essa existência, que foi pesquisada
profundamente no próprio local, encontrando-se provas dos
relatos fornecidos.
Citando este caso, temos a primeira afirmação dos
que crêem em vidas passadas: Como saber tantos detalhes, sem
ter estado lá, sem ter realmente vivido e conhecido as pessoas
e situações relatadas ? E como, também as pessoas
que não acreditam
em reencarnação, ao serem submetidas a este tipo de
terapia, se vêem noutras vidas, com muita emoção
e, várias vezes obtém provas concretas de fatos vivenciados
?
Os cientistas dizem que este fato pode advir da memória genética,
ou seja, assim como trazemos características físicas,
biológicas, psicológicas, também trazemos a
memória de nossos antepassados, de suas experiências,
vidas, emoções, que são lembradas durante as
regressões.
Os religiosos afirmam que a reencarnação tem por objetivo,
o crescimento espiritual, a aprendizagem e, até isso ocorrer,
viveremos situações semelhantes em diversas vidas.
No entanto, quando alguém enfrenta um problema (seja em qualquer
nível, material, físico, emocional) e vivencia uma
situação onde encontra-se a origem do mesmo, este,
o problema, em geral, desaparece, pois o indivíduo aprende
sua lição durante a regressão.
Os céticos dizem que, as coisas que nos perturbam podem ser
fruto de tensões ou emoções reprimidas e, quando
imaginamos situações semelhantes, realizamos uma
catarse, liberando a emoção e originando a cura.
Os cientistas acreditam que a pessoa que conduz a regressão,
o terapeuta, pode influenciar o paciente, fazendo-o acreditar em
outras vidas, conduzindo sua imaginação. Os místicos
porém, contestam tal afirmativa, pois a regressão
se dá, muitas vezes espontaneamente, até durante um
processo simples de hipnose com outro objetivo, como por exemplo,
melhorar a eficiência nos estudos. E, de repente, a pessoa
começa
a vivenciar experiências passadas.
Cada um defende seu ponto de vista, porém, numa coisa todos
concordam, até mesmo os terapeutas que utilizam a técnica
sem acreditar em reencarnação: a terapia
funciona de um forma extraordinariamente eficiente e rápida.
Há uma história de Sidarta, o Buda, que tentava mostrar
aos seus discípulos o valor da descoberta da Iluminação,
do conhecimento interior e ficava bastante aborrecido quando lhe
faziam perguntas do tipo : Qual a origem do Homem ? Para onde
ele vai ? etc.
Ele, então, contava uma parábola : "Uma vez,
um nobre guerreiro foi atingido por uma flecha, durante uma batalha,
e estava muito mal, quando foi socorrido e tentaram lhe extrair
a flecha. O guerreiro disse que tinha algumas perguntas a fazer
antes disso. Queria saber quem havia lhe atingido; a que casta pertencia;
se esse homem tinha filhos; onde morava... Fez tantas perguntas
que acabou morrendo."
O importante, concluímos, é que a terapia de regressão
é eficiente em vários casos. Não precisamos
nos deter em demasia em como funciona o processo, se são
reais ou imaginárias as vivências. O que importa, na
verdade, é o resultado positivo desse tipo de auxílio
que nos foi oportunizado conhecer e utilizar, seja por espíritos
evoluídos, seja por Deus, ou por avanços da ciência
na descoberta dos mecanismos da mente.
Zélia
Grillo (hipnóloga/grafóloga)
zgrillo@bol.com.br

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