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SERES
ELEMENTAIS, O ESPÍRITO DA NATUREZA
Tudo
o que está sobre a Terra e dentro dela, todas as formas vegetais
e animais, nossos corpos, nossos cérebros são formados de
materiais que foram tirados dessas profundezas do espaço que
nos cerca por todos os lados. Os herméticos, e posteriormente
os rosacruzes, afirmam que todas as coisas visíveis e invisíveis
foram produzidas pela disputa entre a luz e a escuridão, e
que toda partícula de matéria contém em si mesma uma centelha
de essência divina ou luz, espírito que, por
meio da sua tendência a se libertar dos seus obstáculos e
retornar à fonte central, produziu movimento nas partículas
e, do movimento, formas. Assim, todos os minerais, nessa centelha
de luz, têm a possibilidade rudimentar das plantas e dos organismos
que crescem. Todas as plantas têm sensações rudimentares que
podem capacitá-las a se aperfeiçoarem e se transformarem em
novas criaturas locomotoras, de grau mais ou menos elevado
e de funções mais nobres ou mais banais. Da mesma forma, todas
as plantas e toda vegetação podem passar em estradas mais
ilustres, por assim dizer, de avanço independente, mais completo,
deixando que a sua centelha original se expanda e brilhe com
uma força mais elevada e mais vívida.
Os
quatro elementos terra, ar, água e fogo contêm,
para o estudante da magia, muitas coisas com que a nossa filosofia
jamais sonhou. O célebre alquimista Batista Porta deixou em
sua obra Magia Natural, em que baseia todos os fenômenos ocultos
possíveis ao homem na alma do mundo que une todas as coisas
entre si, a afirmação de que a luz astral (em nosso entender,
energia), age em harmonia e simpatia com toda a natureza;
que ela é a essência da qual os nossos espíritos são formados,
e que, agindo em uníssono com a sua fonte-mãe, nossos corpos
siderais se tornaram capazes de produzir maravilhas mágicas.
Todo o segredo depende do nosso conhecimento dos elementos
afins.
Esses
elementos primordiais encontram-se espalhados por toda a natureza,
cuja existência deles depende. Portanto, como é evidente que
a natureza está viva, não se pode deixar de lhe atribuir consciência.
Não me refiro aqui a consciência tão evoluída como a dos humanos,
mas as mais simples e rudimentares formas de vida. Até as
rochas têm vida e energia, elas passam por um ciclo natural
de vida e morte, como, aliás, tudo o que faz parte da natureza.
É plenamente possível trocarmos informações com as pedras,
vegetais, águas, mares, com o fogo e os ventos, pois todos
esses elementos possuem e emanam energia.
O
praticante de magia sabe que é impossível liberar energia
sem informação (pensamento/sentimento). Pensamento, sentimento
e energia são indissociáveis na natureza. Quando caminhamos
pelo campo ou pela mata e encontramos uma árvore ou uma rocha,
podemos dela nos aproximar e sentir suas energias nos contando
toda a sua história, positiva ou negativa, mas num âmbito
tão denso que é possível até mesmo sentir o perfume da madeira
ou da pedra exalando de dentro de nós, como se tivéssemos
nos tornado aquela árvore ou aquela pedra, tamanha a intensidade
do acoplamento que é possível de ser obtido. Assim, não se
pode negar a existência de consciência em todos os elementos
da natureza, nem que esses elementos sejam desprovidos de
energia, sentimento e vontade. Esse trinômio caracteriza o
espírito que habita em todos os seres vivos.
É
evidente que quando se fala em espírito estamos nos referindo
a essência de cada elemento que só se manifesta na dimensão
que lhe é própria. Podemos sentir sua presença, seu cheiro,
suas energias, mas para visualizá-lo, tocá-lo e interagir
com ele de uma forma mais íntima é necessário que também estejamos
na mesma dimensão. Isto pode ser obtido através de um estado
alterado de consciência ou durante uma viagem astral. Os espíritos
da natureza também são conhecidos como elementais, e desde
que a magia existe à ela estão relacionados estreitamente.
Assumem diversas formas de acordo com a necessidade ou com
o elemento com o qual se relacionam.
Os
seres elementais são criaturas espirituais intimamente ligadas
às energias da natureza. São também conhecidos como gnomos,
fadas, duendes, diakka, diabos, demônios etc. Bem menos evoluídos
em relação ao homem, experimentam um prazer insano em pregar
peças, em fazer sortes com truques, em personificar caracteres
opostos. Não possuem qualquer noção de moral e ética, sentimento
de justiça, filosofia ou afeição. São criaturas que se encontram
espalhadas pela natureza, e totalmente indefesas diante da
aproximação de um mago experiente. Durante milênios, essas
criaturas, os espíritos da terra, do ar, do fogo, da água,
da mata, vêm sendo aprisionadas e escravizadas por magos,
bruxos e feiticeiros, que simplesmente delas se apoderam como
se fossem seus senhores e as utilizam para os mais diversos
fins. Desde simples mensageiros e batedores para um eventual
passeio na dimensão extrafísica, até como anjos da morte para
eliminar pessoas. Podem também ser usadas como criaturas extrafísicas
de ataque numa eventual disputa de prestígio e medição de
poderes entre magos vaidosos, que não hesitam em lançar à
destruição essas pobres criaturas indefesas apenas para provar
que um é mais poderoso que o outro.
Assim
como nós estamos em processo de evolução espiritual, também
os elementais se encontram participando do mesmo processo.
Já se foi o tempo em que nós, magos, aprisionávamos essas
pobres criaturas para atingirmos fins inconfessáveis. Nossa
caminhada evolutiva exige que deixemos em paz os elementais
para que eles também possam evoluir. O moderno mago não mais
depende dos seres elementais na prática da sua arte. Ele se
utiliza apenas do controle do processo das energias: energia
cósmica, energias pessoais, energias da natureza. Através
de técnicas de absorção, circulação e exteriorização das bioenergias,
ele simplesmente consegue dominar o ambiente em que se encontra,
prevalecer quando necessário, tornar-se invisível quando for
o caso, alterando favoravelmente as energias de qualquer lugar
onde se encontre, encapsulando inimigos ou se protegendo dentro
de uma bolha quando se sentir ameaçado. Acima de tudo, o mago
deve manter uma elevadíssima noção de moral e ética, sem as
quais perde lucidez e anda para trás em sua jornada evolutiva.
A
magia continua viva e mais atuante do que nunca na humanidade.
Apesar de passar despercebida, sua silenciosa presença e influência
sobre os indivíduos é cada vez mais real, principalmente sobre
a grande massa impensante que compõe a sociedade, sempre sujeita
a seus efeitos benéficos ou maléficos. O mundo está cheio
de magos inconscientes, na política, na Igreja, nos redutos
de livre pensamento. Infelizmente, a maioria desses magos
são feiticeiros em razão do egoísmo que lhes é peculiar e
pelo caráter vingativo, invejoso e maligno. O verdadeiro mago,
que compreende o exato sentido das coisas, olha para eles
compassivamente e é prudente, guarda silêncio. Pois, todo
esforço que fizer para curar a cegueira universal teria por
única recompensa a ingratidão, a calúnia e a maledicência,
que, incapazes de o atingirem, voltariam sobre seus próprios
autores. A mentira e a calúnia (que é a mentira envenenada
com ódio e a falsidade) procuram sempre ferir os bem-intencionados;
este é o prêmio dos que se esforçam em difundir a luz.
Enviada
por
Márvio
Belliard e Silva
Márvio
Belliard e Silva é pesquisador independente do fenômeno da
experiência fora do corpo e da evolução da consciência, e
está formando novas turmas, em Resende, para o curso de viagem
astral.
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