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PSICOTERAPIA

A mudança no tempo do Não-Tempo
Regressão de memória: O medo
Terapias de vidas passadas
Análise Psico-orgânica A Física quântica e as tradições espirituais
Seres elementais, o espírito da natureza
Autoconhecimento e busca Espiritual
Cuidando da Criança que está Perto e Dentro de Nós
Regressão como escolha terapêutica
O relacionamento de casais
Rir e sorrir como terapia
A importância do toque na criança com deficiência
Refletindo sobre estar Cansada(o) de Viver
Relação Interpessoal
Uma Reflexão sobre as Contribuições das Tradições Orientais para a Psicologia
Quem somos nós ?

 

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O RELACIONAMENTO DE CASAIS

Num belo dia, dois jovens encontram-se e olhares são trocados, algo diferente acontece, uma troca de energia os atrai, conversam e vêem que existem pontos em comum e aos poucos vão descobrindo que não conseguem viver um sem o outro. Descobrem enfim, que estão apaixonados. Casam-se, tudo é lindo, especial e resolvem ter filhos.

Aos poucos começam a sair do sonho e sentem que a realidade é diferente. Surgem como sempre acontece na vida os problemas, as contas, a rotina, começam a ver as suas divergências e as brigas e discussões se sucedem. De repente, você sente que algo mudou, foram eles que mudaram ou a vida? Não existe mais aquela magia. Porque? Os carinhos se transformaram em brigas, brigam por tudo, parece mais uma disputa pelo poder.

O que falta? Diálogo e atenção. Uma relação só sobrevive se as pessoas não deixarem as mágoas e os problemas aumentarem e se houver interesses em comum, se ambos estiverem dispostos a cederem alguns pontos divergentes também. Tanto para um quanto para o outro é importante saber que o outro se interessa pelo que ele faz, a sua vida, as coisas que ele conta.
Todos gostam de atenção. As vezes, pequenos gestos, até mesmo feito de surpresa, pesa muito numa relação. Um gesto de escutar as coisas que o outro tem a dizer, educar os filhos sempre juntos, enfim participarem e dividirem tudo até os problemas, compartilhar as coisas boas e ruins, inclusive as doenças físicas e morais que surgirem, apoiar os projetos e construírem juntos uma estória.

Uma relação constrói-se todos os dias, sendo feita de pequenos detalhes e gestos. É saber transformar a rotina numa festa e numa aventura. E principalmente, o lembrar-se que “você se torna eternamente responsável por tudo aquilo que cativa”. O amor é feito de riscos, coragem, responsabilidades, dar e receber.

Dra. Selma Di Iulio