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ALIMENTAÇÃO
E GRAVIDEZ
A
maior garantia para a gravidez é uma alimentação variada com
os 3 grupos básicos de alimentos: Energéticos (fonte de carboidratos
e gorduras), Reguladores (fonte de vitaminas, sais minerais
e fibras) e Construtores (fonte de proteínas), que são responsáveis
à manutenção da saúde da mãe e considerados fundamentais para
o desenvolvimento intra-uterino. Seria adequado comer "
para" dois (qualitativamente), e não comer "por"
dois (quantitativamente).
Carboidrato: Encontrado nas massas, arroz, batatas, pães,
bolos, tortas, doces, etc. Seria adequado para a gestante
que se preocupa com o ganho excessivo de peso, substituir
o açúcar por adoçante à base de Stevia (verifique se não está
misturado com adoçantes sintéticos ! ). São fontes de energia
para o organismo, sem ele o corpo queima gorduras e proteínas,
o que não é recomendável principalmente na gestação. A carência
severa leva à fadiga excessiva.
Ferro : É necessário para a formação das células sangüíneas
do feto. O aumento do volume sangüíneo da mãe também exige
maior produção de hemoglobina, pigmento que dá cor avermelhada
às células do sangue e responsável pelo carreamento do oxigênio,
além de ser a matéria prima para a formação de hemoglobina.
A carência severa provoca anemia materna.
Pode ser encontrado nas vísceras (fígado, moela, coração ),
leguminosas e feijão.
Vitaminas D e E : Mantêm a integridade das células que
transportam oxigênio. A vitamina D, aliada ao sol, promove
a absorção de cálcio e fósforo e sua fixação nos ossos e dentes.
A carência severa pode levar ao raquitismo na gestante e alterações
ósseas no bebê. È encontrada nos laticínios, fígado e gema
que são ricos em ambas.
Vitamina C : Fundamental para a formação do colágeno,
que compõe pele, vasos sangüíneos, ossos e cartilagem. Também
aumenta a absorção do ferro e fortalece o sistema imunológico.
A sua carência severa: enfraquecimento das defesas imunológicas
da mãe e fragilização do tecido vascular. É encontrada principalmente
nas frutas cítricas, como laranja, limão, acerola, tangerina,
goiaba, bem como em verduras frescas, tomate, rabanete e pimentão.
Ácido Fólico : Têm influência na produção de núcleo celular
(DNA), que determina a formação do bebê. Seria aconselhado
aumentar a ingestão desse nutriente assim que a mulher resolve
engravidar. Sua carência severa pode trazer o risco de má
formação fetal. É encontrada em alimentos vegetais verde-escuros,
como couve, brócolis, etc e no fígado.
Niacina : Estimula o desenvolvimento cerebral do feto.
Tem a propriedade de transformar glicose em energia, mantendo
a vitalidade das células maternas e fetais. A carência severa
pode causar diarréia, dermatite e intenso nervosismo na gestante.
É encontrada nas verduras, legumes gema de ovo, leveduras,
carnes magras , leite e derivados.
Tamina (B1 ): Favorece também o metabolismo energético
materno e fetal, transformando glicose em energia. Sua carência
severa pode provocar insuficiência cardíaca e fraqueza muscular
na gestante. É encontrada nas carnes, cereais integrais, frutas,
ovos, legumes e as leveduras são grandes fontes.
Piridoxina (B6): É importante para o crescimento e ganho
de peso do feto, principalmente a partir do segundo semestre
de gestação. Sua carência severa causa baixo peso fetal e
irritabilidade na gestante. É encontrada no trigo, milho,
fígado, frango, peixe, leite e derivados.
Cálcio e Fósforo : Participam da formação dos brotos
dentários e do esqueleto fetal, O cálcio também regula o processo
de coagulação. A carência severa pode causar malformação óssea
e dentária no feto, mãe, gengivite e cãibras. São encontrados
nos alimentos lácteos, gema de ovo e cereais integrais.
Magnésio : É ativador de enzimas responsáveis pela aceleração
das reações químicas do organismo, atuando na formação e crescimento
dos tecidos. Sua carência severa causa fadiga excessiva na
gestante. São fontes: nozes, soja, cacau, frutos do mar, cereais
integrais, feijões e ervilhas.
Enviada
por
Dr.
Luiz E. Sinicio
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