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Musicoterapia

Uma linguagem terapêutica

"Ao contrário do que muita gente pensa, a Musicoterapia não se trata de uma terapia alternativa em que, em uma sessão, o cliente relaxa ao som de músicas calmas. Está incluída na área de saúde e também não tem nada a ver com dar aula de música. E é por causa destas pequenas confusões que a Musicoterapia ainda não é regulamentada como uma profissão, apesar dos cursos de graduação serem aprovados pelo MEC.

Para a Musicoterapia, música não se resume somente a grandes composições. Mas é todo e qualquer tipo de som existente (ruídos, choro, grito, ...). Sendo a música um meio de comunicação, é através de seu uso como linguagem que tenta-se atingir os objetivos da terapia. É através da música (sons) que o cliente expressará seus problemas para o terapeuta (tocando instrumentos, batendo células rítmicas, cantando, fazendo letras de música, compondo, apenas fazendo ruídos, ...). Sendo a música uma comunicação não-verbal, ela possui a qualidade de externar conteúdos vindos diretamente do inconsciente, superando os bloqueios trazidos nas inúmeras vezes em que verbalizamos. Esses bloqueios acontecem devido a pré-formulação que fazemos antes de falar alguma coisa. Sempre pensamos muito em como devemos falar alguma frase, o que pode acabar escondendo muitos conteúdos internos psicológicos.

Não devemos confundir o musicoterapeuta com o educador musical.
Na Musicoterapia, os objetivos são de melhora de vida, reabilitação, restabelecimento do equilíbrio mental, físico e psicológico do cliente, e não ensiná-lo a tocar algum instrumento.

A Musicoterapia também não acredita que existam "receitas de músicas" como por exemplo: "Escute músicas de Mozart para curar sua dor-de-cabeça" ou "Escute música clássica para curar o stress". Afinal, cada pessoa teve uma vivência sonora diferente. Então, uma música que pode fazer muito bem para você, pode me irritar profundamente. Por isso, antes de iniciar o tratamento com o cliente, é feita uma investigação do que o cliente escutou durante sua vida, desde sua fase intra-uterina.

A Musicoterapia vem crescendo cada vez mais no mercado de trabalho e tem um campo bastante diversificado. Sua aplicação se dá em instituições de deficientes (mentais e físicos), com pessoas normais em consultórios e clínicas, com pacientes terminais ou com doenças crônicas, psicóticos, idosos, etc. e também em algumas empresas na área de recursos humanos. Atualmente, para se obter a formação de um musicoterapeuta, é necessário fazer um curso de graduação em uma faculdade. No Brasil, temos 5 faculdades que oferecem este curso: Conservatório Brasileiro de Música (Rio de Janeiro- RJ), Faculdade de Artes do Paraná (Curitiba- PR), UNAERP (Ribeirão Preto e Guarujá), Universidade Federal de Goiás e Faculdade Paulista de Artes (São Paulo- SP). O curso tem duração de 4 anos e para ingressá-lo, é necessário passar por uma seleção feita através de vestibular, com provas específicas de música e de conteúdo do 2°. Grau escolar.

Ajude a divulgar a Musicoterapia, pois alguém pode estar precisando dela!!!
E um dia, esse alguém poderá ser você!!!!"

Por: Eliane Miyashita