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HOMEOPATIA
VETERINÁRIA NÃO EXISTE
O
fato de profissionais veterinários estarem sendo reconhecidos
como especialistas em homeopatia, é um forte indício de que
apesar de toda a crise sócio-econômica e política que estamos
vivendo há alguns anos, existe quem acredite que vale a pena
investir no conhecimento e no trabalho em busca de um novo
momento onde diversos aspectos de nossa vida, qualidade da
saúde, do meio ambiente e das relações sociais, da economia,
tecnologia e política serão resgatados.
A
homeopatia em nosso país vem sendo desenvolvida, na veterinária
há pelo menos 20 anos, com o reconhecimento de criadores de
pequenos e grandes animais, num trabalho que conta com o esforço
único e exclusivo desses profissionais, sem qualquer apoio
de entidades, quer seja da iniciativa pública ou privada.
Apesar da homeopatia ser um fato em quase todos os níveis
na medicina, na veterinária ainda é tratada algumas vezes
de forma casual e grotesca. E nas instituições de ensino não
lhe é dado o merecido crédito e importância.
Ao
longo desses anos podemos nos conscientizar da importância
sócio-econômica que temos como homeopatas na introdução de
uma alternativa para o tratamento de animais cujo produto
é introduzido diariamente na alimentação de nossa população.
Nossa intervenção com a homeopatia, mais a orientação nutricional
e de manejo permite uma boa produtividade aliada a não intoxicação
do animal e de seu produto, além do baixo custo da medicação.
Por outro lado, anabolizantes, antibióticos, quimioterápicos
e carrapaticidas das mais diversas bases são largamente utilizados
em nossos rebanhos, e além de terem custo elevado, colocam
em risco a nossa vida quando nos alimentamos do leite, da
carne desses animais, da vida de quem os manipula e do solo
que acaba sendo o seu depósito final.
A
raiz filosófica da homeopatia remonta aos ensinamentos de
Paracelso e Hipócrates, mas o sistema terapêutico formal foi
criado no final do século XVIII pelo médico alemão Samuel
Hahnemann. Somos homeopatas, acreditamos realizamos uma
medicina energética e vitalista. Para entendermos cientificamente
o termo medicina energética devemos nos concentrar
nos conceitos de Flutuação, Fluxo, Vibração, Ritmo, Ressonância,
inteiramente compatíveis com a moderna concepção sistêmica
do organismo.
Não devemos considerar que o conceito energia sutil
ou vital se refira a substância adjacentes, mas sim,
a metáforas que descrevem os padrões dinâmicos de auto-organização.
A energia vital da forma e existência a tudo que vive, é o
motor da vida. Anima dinâmicamente o organismo material
mantendo-o em admirável harmonia de sensações e funções,
de maneira que o ser possa dispor deste instrumento livre
e são para alcançar sua meta biológica. O desequilíbrio
se expressa na enfermidade a partir de sintomas mentais, gerais
e orgânicos consecutivamente.
Se
nos ocuparmos com as alterações anátomo-fisiológicas de nossos
pacientes ou ainda com as características de seu intelecto,
deveríamos estabelecer rígidas diferenças entre o homem e
o resto dos seres vivos. Como homeopatas nos ocupamos da força
vital e das alterações do seu dinamismo expressas por sensações
e funções e finalmente alterações orgânicas. A homeopatia
veterinária não existe, ela é única e universal. É a aplicação
dos princípios e da técnica homeopática em seres que ocupam
uma distinta situação na escala biológica.
Toda
diferença possível consiste em compreender qual é a verdadeira
natureza do paciente e ajudá-lo a ser o que deve ser: o gato
será um gato, o boi um boi, a cabra uma cabra, o cão um cão,
o homem uma pessoa humana destinado como disse Kent, ilustre
homeopata americano, "por sensações que assegurem a felicidade,
por ações que elevem sua dignidade, por conhecimentos que
levem o universo a reconciliar-se com o grande espírito que
adora os habitantes de todos os sistemas solares " .
Dr.
Sérgio Moreira
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