|
Terapias | Esoterismo | Filosofias | Ecologia | Mensagens | Interação
Cartões |Cadastro |Publicidade |
|
Respeitando-se para vencer
"Observei ainda e vi que debaixo do sol não é dos ligeiros a carreira,
nem dos fortes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes
a riqueza, nem dos entendidos o favor; mas que a ocasião
e a sorte ocorrem a todos" (Eclesiastes
9.11 ).
A desenfreada necessidade de vencer - e a maior parte das
vezes tal vitória é simplesmente para a satisfação do ego - tem levado
muita gente a sacrificar o seu respeito próprio, envolvendo-se em tramas
perigosas e desonestas. Assim é que alguns atletas têm
sido acusados de estarem dopados; concorrentes
em vários concursos são desclassificados pela falta de honestidade,
e assim por diante. A capacidade para vencer nem sempre depende da inteligência,
da coragem ou do físico. É necessário que haja, sobretudo, uma forte
dosagem de determinação, confiança e respeito próprio.
Certa professora tinha por método surpreender os alunos com coisas boas
e edificantes. Oferecia agora uma lapiseira de prata à criança que
apresentasse melhor e mais profundo sentimento
de civismo naquele mês. A idéia fez
brotar lágrimas nos olhos de Inês, porque sabia estar longe de se
sagrar vitoriosa, apesar de todo o seu esforço e dedicação.
- Como gostaria de ganhar esse prêmio! - comentou ela, com uma das
colegas.
Em vez de estimulá-la, a colega zombou dela e ainda contou ao grupo
a respeito das pretensões de Inês e todas riram-se dela. Mas isso contribuiu
para que a garota se desdobrasse.
Certo dia, uma das colegas ofereceu-se para ajudá-la
na prova sem que a professora desconfiasse de nada.
- Não pretendo colar - falou Inês decididamente, diante da sugestão.
- Não seja tola. Sabemos que você é incapaz de
resolver qualquer equação!
Sem levar em conta a reprovação de Inês, na hora da prova a colega lhe
passou o resultado num pedacinho de papel. Sem ao menos abri-lo a menina o amassou,
jogando-o no lixo. Isso despertou na colega um olhar hostil,
que foi notado pela professora. Quando a classe ficou vazia,
ela foi verificar o que havia no bilhetinho amassado. Ali estava o resultado
da prova. Ficou confirmado: Inês recusara-se a colar!
Finalmente chegou o fim do mês e a professora distribuiu os boletins.
Como sempre, as notas de Inês continuavam apenas sofríveis. O suficiente
para passar de ano. Mas, em seguida, segurando a lapiseira na mão a professora
disse:
- A mais perfeita cidadã receberá agora o prêmio. Como já
tenho falado, repito mais uma vez: Há grande diferença entre civismo e notas
altas. Tenho na classe uma aluna que sempre se esforçou de uma forma honesta
e leal. Suas notas, na verdade, não são altas, mas
o seu comportamento numa das provas revelou ser ela
a mais perfeita cidadã - e concluiu:
- Inês, você fez jus ao prêmio. Venha
buscá-lo. Você demonstrou com toda a clareza que não vale a pena
perder a estima de si mesma para merecer a dos outros. E foi mantendo
o respeito próprio que mereceu o de suas colegas. Continue respeitando-se
e terá um futuro brilhante.
Inês chorava de emoção e de alegria, pela dupla
vitória conquistada.
Enviada por
Paulo Barbosa
Um cego na internet