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MAÇONARIA

Da Maçonaria e seus princípios
Maçonaria e a Religião

Se você for um Maçom conheça o Pedra Polida

 

 

FLOR DE LOTUS  -  Clique e saiba mais

Da Maçonaria e seus princípios.

A Maçonaria é, antes de tudo, uma instituição filosófica cuja finalidade é a propagação de sua doutrina e todas as suas atividades sociais e políticas nada mais são que a aplicação prática dessa filosofia ao campo político-social.

Uma filosofia, seja qual for, é um esforço do homem para conhecer-se a si mesmo e definir sua posição no conjunto das coisas e dos seres que o cercam, com o objetivo de extrair desse conhecimento de si mesmo e do mundo exterior uma norma de conduta.

Possuísse o homem perfeito conhecimento do universo, a filosofia seria uma ciência exata. Não haveria diferentes filosofias e sim, "a filosofia", assim como existe apenas matemática. Porém, longe está a filosofia de se constituir uma ciência; ela é apenas especulação sobre hipóteses várias. Especulação conduzida à ermo, ora num sentido, ora noutro, daí as diferentes concepções e conseqüentes escolas ou doutrinas filosóficas.

Na falta de bases mais consistentes, alicerçam-se as diferentes filosofias em certos postulados fundamentais. Adotar uma filosofia é admitir como verdade os sus postulados. A filosofia universal seria aquela cujos postulados fossem tão amplos, tão gerais que satisfizessem ações da natureza humana, tantas são asa influências que do meio exterior recebe o nosso espírito, que uma filosofia assim seria tão vaga quão inexpressiva e inútil.

A filosofia Maçônica é uma filosofia espiritualista; ela admite a evolução contínua e harmônica do Universo, sob leis imutáveis, expressão de uma inteligência suprema, o princípio Criador, a quem denominamos Grande Arquiteto Do Universo.

São esses os postulados Maçônicos, tão amplos que se ajustam a quaisquer doutrinas espiritualistas e, se não satisfazem também às concepções materialistas, todavia não se chocam com aquelas que admitem a regência do universo por um sistema de leis imutáveis.

Posto que assim amplos e aceitáveis por qualquer espíritos dotados de senso comum, nem por isso erigem os postulados Maçônicos em dogmas intangíveis; não constituem limites à livre investigação da verdade, porquanto a própria maneira de os compreender e interpretar é susceptível de evolução no íntimo de cada um.

O filosofo Maçom procura sabiamente ajustar-se à harmonia que a tudo preside no universo, evitando, destarde, os choques e atritos que causam a infelicidade humana. Inicialmente, ele procura a harmonia interior, disciplinando seus impulsos e sentimentos, burilando seu caráter, conquistando o equilíbrio espiritual. Senhor de si mesmo, controla perfeitamente suas ações, dominando suas paixões, seus instintos irracionais, seus impulsos egoísticos. Evoluindo espiritualmente, o Maçom aprende a desprezar as ambições puramente materiais que perturbam a paz interior e o fazem insatisfeito, frustrado e infeliz.

Assim dominado o ego, fácil é conquistar a harmonia com o mundo exterior, porque o Maçom sente-se integrante do Universo como peça necessária, e não como simples espectador, ou mesmo adversário de tudo e de todos. Os impulsos vão cedendo lugar aos altruísmos e o ajustamento vai tornado-se cada vez mais expontâneo, a integração cada vez mais perfeita; é a felicidade a que devemos aspirar.

A procura da harmonia com o mundo exterior gera o sentimento de fraternidade, expressão de solidariedade, do amor do indivíduo por seus semelhantes; é um modo de ser que traduz-se por solidariedade, tolerância e lealdade.

O equilíbrio espiritual gera, portanto, a conduta altruística. Reciprocamente, a prática do bem - expressão de altruísmos - reflete-se sobre o espírito fortalecendo-o e tornando-o mais estavelmente equilibrado. A prática do bem é, pois, para o Maçom, a norma de ação natural, porque, através dela, ele se sente integrado no cosmos e conquista cada vez mais a paz interior, que é a verdadeira felicidade.

Para tornar sua doutrina mais facilmente assimilável, como também para inspirar conceitos mais amplos, a Maçonaria transmite seus ensinamentos por meio de símbolos. Cada Maçom vê estes símbolos conforme o seu grau de evolução, sem contudo afastar-se dos fundamentos da doutrina. Assim, todos poderão evoluir sem submeter-se a padrões excessivamente rígidos, sem forçar o seu modo de ser, à medida que vão evoluindo, vão encontrando horizontes mais amplos e vastos. Interpretações cada vez mais completas, mais amplas, mais perfeitas. É uma integração evolutiva no conceito universal.

Tal como em relação ao indivíduo, a doutrina Maçônica deve proporcionar à própria Ordem, considerada como um todo, uma norma de conduta. Essa norma de conduta, para ser coerente com os fundamentos da doutrina, não pode deixar de ser harmoniosa, pacífica, tolerante, paciente, construtiva. Longe de preconizar a violência, a Maçonaria não agride; apenas defende-se dos ataques que recebe.

Infelizmente, os sentimentos egoísticos - opostos, como vimos à harmonia que a tudo preside no universo - geram forças nefastas em luta constante contra as forças do bem e, portanto, contra a Maçonaria. Procurando manter as massas na ignorância e na escravidão dos preconceitos, as forças egoísticas provocam as manifestações de intolerância, ódio e injustiça, fomentam a exploração do homem pelo homem, a tirania, as lutas sociais, as guerras e todas as demais formas de atrito e choques que tornam a humanidade sofredora. Esta é a luta permanente, que é a própria razão de ser de nossa Ordem.

No campo político-social, os objetivos da Ordem, decorrentes de seus princípios filosóficos, se resumem no lema:

Liberdade - Igualdade - Fraternidade

A liberdade de consciência e, portanto, de opinião, é irrestrita. A liberdade de ação, contudo, é limitada pela liberdade alheia. A liberdade do indivíduo não pode ferir os direitos de outrem, inclusive o próprio direito de ser livre. A liberdade é, assim, subordinada ao bem-estar coletivo. Par que a liberdade de crença e de opinião não crie dissenções no seio da Ordem, a Maçonaria não permite discussões político-partidárias, religiosas e sociais em seus trabalhos, nem manifestações de tal modo em seu nome e sob a qualidade de Maçom. É um antigo costume, embora não seja um Landmark.

A Igualdade deve ser entendida como igualdade de direitos em igualdade de condições, sem distinção de castas, raças ou grupos sociais (políticos, religiosos, partidários, etc.). A igualdade não é portanto, o nivelamento puro e simples dos indivíduos, pois estes diferem entre si pelo seu valor, decorrente das qualidades pessoais. Cada um presta à coletividade serviço de maior ou menor importância, merecendo em retribuição, prerrogativas correspondentes à sua função social.

A Fraternidade é a expressão do amor ao próximo e da solidariedade humana. Tal como a igualdade, a fraternidade pode ser entendida como nivelamento de indivíduos, ignorando-se a diferenciação natural que decorre do mérito de cada um. A fraternidade exclui aqueles mesmos preconceitos, aquelas mesmas distinções que a igualdade recusa, mas faz tábua rasa do valor pessoal de cada um. A grande família humana, como qualquer família, possui membros de maior ou menor valor social; reconhecer esses diferentes valores é comezinha justiça.