Quirologia - do grego quiro = mão e logia
= estudo, ou seja, o estudo ou conhecimento adquirido através
das mãos, pouco tendo a ver com a popular Quiromancia - do
grego quiro = mão e mancia = adivinhação, portanto, adivinhação
através das mãos.
A explicação do parágrafo
acima já deu o que falar, principalmente por pessoas que se
limitam a consultar um dicionário da língua portuguesa e encontram
apenas o quiromancia, fazendo questão de parar por aí e muitas
vezes discutindo a respeito, simplesmente por não entenderem
que o termo correto é técnico e, portanto, não costuma aparecer
em dicionários comuns (a exemplo da palavras navegar que para
a Internet significa uma coisa, e nos dicionários comuns,
temos outra). Esse mesmo equívoco é ainda tomado, infelizmente,
por profissionais da própria área. O esclarecimento tem sido
dado desde o início do século, mas até hoje poucos entenderam
....
Abordei a questão apenas porque isso acaba
confundindo quem quer iniciar, e por estar sendo mais uma
porta a se abrir, pode acabar desistindo (pela confusão gerada),
sem mesmo tentar ir adiante, apenas porque não entendeu algo
simples logo no início.
Como se percebe ao longo do Site, a linha
de pensamento aqui é o estudo, e não a intuição (nada contra,
muito pelo contrário), apenas por uma questão de abordagem.
Os vestígios ligados aos estudos das mãos remetem a 3.000
a.C., e as referências iniciais vêm da China, Índia, e Egito,
até a Europa (em especial a Alemanha e Espanha), e América
do Sul (um pouco mais na Argentina). Aqui no Brasil há ainda
muita incredulidade, como em toda a área Alternativa, ficando
seus estudos deixados para o entendimento mais místico que
real. Aos poucos essa visão vai sendo alterada, mesmo pelos
mais duros, principalmente porque até mesmo médicos tem usado
suas informações, tendo a Quirologia contribuído em vários
diagnóstico de doenças e até largamente aproveitada na área
psicoterapêutica.
Essa pergunta sempre surge, e minha costumeira
resposta é: somente a Quem deu a Vida cabe o conhecimento
de quando deverá tirá-la, e a ninguém mais. Por
essa razão sempre insisto em mencionar que se por algum meio
alguém consegue esse tipo de visão, deve procurar transformá-la
em uma vibração de Luz, pois afinal se viemos
até a Luz (a mãe traz uma criança à Luz) por que é que alguém
ainda insiste em permitir que esse tipo de idéia tenha
seu lugar entre nós ?
Não se faz uma leitura da mão,
mas sim das mãos, pois ambas irão dar, complementarmente,
informações sobre a pessoa. E importante: inúmeros profissionais
e autores afirmam sobre uma das mãos (sempre a mesma) conter
aspectos hereditários enquanto a outra trazer os dados do
caráter (ou características adquiridas com a vivência), e
que ao encontrar-se um canhoto inverte-se a interpretação.
Penso que no entendimento do Conhecimento Alternativo,
as afirmações categóricas devem ser vista com desconfiança,
pois o Homem, na sua Grandeza, não pode ser visto através
de uma ótica tão lógicas. Existem casos em que essa regra
não se aplica, ensinando que sempre se deve estar atento antes
de se concluir interpretações.
A
análise é feita na mão como um todo, e não apenas nas chamadas
linhas, ou seja, se vê o tamanho e formato da mão,
dos dedos, das unhas, temperatura e textura da pele, sua cor,
a parte carnuda da mão (os chamados montes), etc., etc.. Apesar
de muita coisa (parece, né ?) o assunto pode ser transmitido
de uma forma bem prática já que tudo está interligado, e uma
coisa invariavelmente levará a outra.
Como são vários elementos de informação,
pode-se ter uns afirmando ou mesmo contradizendo outros, por
essa razão a Quirologia exige certo jogo de
cintura por parte de quem a está aplicando e, claro, muita
prática, exatamente por isso qualquer pessoa pode aprendê-la.
Com toda certeza, a Quirologia é uma fonte segura
de informação acerca de inúmeras características de uma pessoa,
daí sua importância (semelhante às citadas na Numerologia)
em aprender para melhorar o próprio caminho e auxiliar aquele
que ainda está em busca do seu.
Como todo instrumento de apoio
a Quirologia tem seus limites, aliado principalmente aos limites
que tem está empregando a técnica. O bom senso pede que os
casos específicos de orientação, em especial aqueles que exijam
cuidados diferenciados recebam atenção psicoterápica,
pedagógica, médica, ou a mais indicada no momento. Seja cauteloso(a)
ao oferecer apoio ao próprio bem estar.
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