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Leão,
o signo da individualidade
O
Sol entra em Leão, o quinto signo do Zodíaco, no dia
23 de julho. Leão é um signo de fogo e todos os signos
de fogo estão preocupados com a transformação
e desenvolvimento do EU. É em Leão que o homem se
reconhece pela primeira vez como indivíduo. Ele se liberta
da imersão no coletivo, na massa representada pelas regras
e normas da sociedade, da escola, do grupo familiar e ousa mostrar-se
como entidade separada. Torna-se o centro de seu próprio
mundo e desenvolve uma atitude marcadamente egocêntrica. O
que ele procura é a auto-afirmação individual.
Em Leão, o ser humano necessita construir um ego forte, uma
identidade própria, a autoconsciência, para depois
transformá-los e purificá-los em Escorpião.
Mais uma vez, a energia do signo pode ser vivida de maneira luminosa
ou sombria. Os seres já desenvolvidos apóiam-se num
ego bem formado para colocar-se no mundo, assumir riscos, responsabilizando-se
por si mesmos. No entanto, nos menos evoluídos espiritualmente,
esta energia se deteriora. Usando uma citação tirada
do livro "Os trabalhos de Hércules" de Alice Bailey:
"Com os tríplices aspectos do eu pessoal inferior fundidos
(o físico, emocional e mental) e, portanto, potentes além
da média, o aspirante muitas vezes se torna uma pessoa até
certo ponto cansativa e difícil. Ele tem uma mente e faz
uso dela. Suas emoções são controladas ou,
pelo menos, estão a tal ponto fundidas com suas reações
mentais que se apresentam excepcionalmente poderosas; daí
ele ser excessivamente individual, muitas vezes bastante agressivo,
autoconfiante e auto-suficiente e sua personalidade ser, portanto,
uma força devastadora no grupo familiar, na sociedade ou
organização à qual possa estar ligado".
Parece que muitos homens públicos, nacionais e estrangeiros,
se encaixam perfeitamente bem na descrição acima.
Presentemente, quais são os verdadeiros condutores de homens?
Bush ... ou o Dalai Lama? Milosevic ... ou o Papa? Sadan Hussein...
ou a Comunidade Científica? O Grupo dos Oito ... ou o Green
Peace?
Leão é regido pelo Sol, o centro de nosso sistema
planetário, de cuja irradiação todos nós
dependemos. Astrologicamente, representa o princípio de identidade
da pessoa consciente de si mesma. Trata-se do ser humano que pode
estar só e que se reconhece como indivíduo, que constrói
uma personalidade independente e original, confia em si mesmo e
irradia uma autoridade natural, nunca imposta pela força.
Uma historinha, tirada dos ensinamentos dos mestres taoístas,
ressalta muito bem como se comporta um ser humano perfeitamente
amadurecido, confiante em si, em suas possibilidades e na irradiação
espontânea de sua personalidade. Vamos à historinha
do galo de briga
"Ki Siao_Tizu adestrava um galo de briga para o rei de Tcheou.
Dez dias após o início do adestramento, o rei pergunta:
- O galo já está pronto para a briga?
O outro responde:
- Ainda não! Ele é vaidoso e arrogante.
Dez dias se passam e o rei repete a sua pergunta. O outro lhe diz:
- Ainda não! Ele reage a cada sombra e a cada ruído.
Dez dias mais tarde, o rei insiste na pergunta.
- Nada ainda, - responde-lhe o outro. - Ele ainda tem o olhar muito
irritado e um ar de triunfo.
Finalmente, decorridos outros dez dias, como a pergunta se reiterasse,
Ki Siao -Tzu declara:
- Ele está quase pronto! Quando os outros galos cantam, isso
não o incomoda em nada. Quando se olha para ele, parece que
se vê um galo de madeira. Sua força interior é
perfeita. Os outros galos não ousam se aproximar dele; pelo
contrário, desviam-se e vão embora."
- Esta força interior, que domina a agressividade, o orgulho,
o nervosismo, no homem superior manifesta-se como uma profunda humildade,
própria daqueles que verdadeiramente conquistaram o brilho
do Sol e tranqüilamente o manifestam.
Regina
Martins
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