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A
tarefa espiritual do signo de Câncer
No
dia 22 de junho o Sol entra em Câncer, o quarto signo do Zodíaco
e o último dos que chamamos de preparatórios, tanto
para a vida no mundo material como para a evolução
espiritual, quando o homem se esforça em deixar para trás
o que o prende ao mundo animal e se prepara para atingir níveis
cada vez mais altos em direção ao divino. É
interessante que recordemos o que foi conquistado nos três
primeiros signos: em Áries, são desenvolvidas as faculdades
da mente e aprendemos a submetê-la às nossas necessidades;
em Touro, é-nos concedido um corpo emocional de desejo, que
se ocupa em colocar na forma as idéias concebidas; em Gêmeos,
percebemos os dois aspectos de nossa natureza, o mortal e o imortal.
Agora estamos equipados para trabalhar no mundo, na massa, no coletivo
de onde emergimos.
Câncer ocupa o ponto mais abaixo no círculo do Zodíaco,
estando portanto profundamente identificado com o coletivo e com
as camadas mais profundas de nossa natureza. Isto explica a ligação
do canceriano com a família, com o núcleo de onde
provém, com o lar, o ninho que constrói para sua segurança.
Sua forte sensibilidade, que chega ao ressentimento, faz com que
reaja rápida e intensamente a qualquer estímulo do
meio que possa ameaçar a sua vida emocional.
Quem nasce sob este signo é muito impressionável,
estando sempre sujeito aos humores e estados de espírito
variáveis, pois são particularmente influenciados
pela Lua e suas fases. A Lua faz do canceriano um ser emocional,
com forte necessidade de dependência, seja da família,
seja das normas do coletivo. Sua sensibilidade exacerbada sempre
o leva de volta ao passado, impedindo-o de se livrar de recordações,
insucessos e desapontamentos acontecidos já há muito
tempo!
No entanto, Câncer é um signo cardeal, relacionado
portanto com o impulso para a ação e com o desenvolvimento
da Vontade, o que torna o canceriano um ser contraditório.
Por um lado quer permanecer criança, na segurança
da vida familiar e da proximidade com a mãe, na sensação
reconfortadora de pertencer a um grupo. Por outro lado, anseia por
ganhar o mundo, a liberdade e a ação independente,
o que fatalmente provoca uma ruptura com os laços maternos
e familiares. Entre um caminho e outro, o canceriano avança
e recua, incapaz de se decidir. Permanecendo longo tempo em sua
indeterminação, se tornará vítima de
suas próprias forças emocionais e instintivas. Então
acompanha cegamente a correnteza e pode ser dirigido pela vontade
alheia, deixando-se dirigir pela opinião pública,
pela propaganda e modismos inconseqüentes. Nos dias de hoje,
notamos que existem forças trabalhando para impedir o desenvolvimento
do pensamento independente, que insistem na manutenção
da dependência infantil aos padrões do coletivo já
estabelecidos, o que facilita a ação de grupos políticos
e econômicos. Assim, mais do que nunca é necessário
realizarmos a tarefa proposta para o mês de Câncer:
· abandonar o medo de estar desprotegidamente exposto ao
mundo e arriscar uma atuação consciente frente às
necessidades da vida.
· desprender-nos dos acontecimentos do passado, permitindo
que a vida flua e o crescimento emocional se complete.
· usar a capacidade de se ligar ao coletivo para assumir
responsabilidades, em forma de serviço, com a comunidade.
· transformar a ligação que temos com a família
de origem para o cuidado com toda a família humana.
· considerar o planeta Terra como a extensão de nosso
lar, merecedor de nosso amor e de nosso zelo.
· superar a consciência de massa e a dependência
do coletivo , expandindo-se para a consciência do Amor e União
universais.
Assim estaremos realizando o pensamento-semente de Câncer:
Construo
uma casa iluminada e lá habito.
Regina
Martins
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