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COMO
ENTENDER A ASTROLOGIA
A
observação dos céus começa muito cedo na Humanidade. Nossos
antepassados, estreitamente dependentes do meio em que viviam,
logo perceberam que havia na Natureza certos padrões, certas
regras que se repetiam periodicamente: o dia e as noites,
a estação das águas e do estio, o frio e o calor, o tempo
da procriação dos animais, da caça, do plantio ou da colheita.
Não foi difícil que descobrissem a correspondência desses
acontecimentos de sua vida diária, no seu pequeno mundo, com
o que acontecia nos céus: o contínuo nascer e pôr do Sol,
as fases da Lua, o ciclo anual das estações, o deslocamento
da luz solar através de uma fresta muito bem colocada numa
construção-observatório, a posição dos astros ou o passeio
deles pelas constelações...
Dessa observação nascem tanto a Astronomia como a Astrologia.
O que seja a Astronomia é do conhecimento de todos. Já para
a Astrologia poderíamos ter tantas definições quantas forem
as pessoas a quem se perguntasse.
A Astrologia, como nós a consideramos, é a compreensão da
correspondência que existe entre o ser humano (o Microcosmo)
e o Universo (o Macrocosmo). Desde a Antigüidade egípcia conhecia-se
uma lei que afirmava essa correspondência com as seguintes
palavras: "o que está em cima é semelhante ao que está
embaixo". É por esse princípio que se norteia a Astrologia:
emanamos todos, seres humanos e Universo, de uma única Fonte
e portanto estamos todos sujeitos às mesmas leis e princípios.
A verdade nelas contida vem sendo pouco a pouco desvendada
em nossos dias pela Física Quântica.
A Astrologia serve-se de uma linguagem simbólica e de uma
visão geocêntrica para indicar uma realidade interna, subjetiva,
psicológica. Os acontecimentos do mundo externo, tais como
encontros amorosos, dinheiro, sorte ou então desilusões e
fracassos interessam na medida em que ocasionam transformações
da consciência em direção a um maior amadurecimento e descoberta
de si mesmo.
Podemos entender a Astrologia de duas maneiras. A primeira
delas é considerá-la como um instrumento útil para o diagnóstico
das complexidades da alma humana, pois ela revela os aspectos
de nossa psique que estão ativados (por ex. a agressividade,
o medo, a insegurança, o autodomínio) ou as potencialidades
que estão adormecidas, precisando ser estimuladas (a flexibilidade,
a confiança em si). Mais do que isso, ela nos revela nossas
motivações internas, aquilo que faz com que eu seja o que
realmente sou, livre das interferências do meio, da educação
ou da emoção do momento. Para que isso seja possível, é necessário
desenvolvermos a idéia de um Centro, um Self que, do interior
de nós mesmos, amorosamente distribui as experiências necessárias
para que o nosso desenvolvimento se complete.
A par dessa Astrologia, voltada para o conhecimento da alma
humana na sua dimensão psicológica, sempre houve uma outra
oculta ou sagrada, religiosa que procura restabelecer a ligação
entre os homens e a Divindade, entre uma ordem divina de existência
e a agitação confusa de meros seres humanos, a procura do
divino em nós.
É essencial que entendamos que o Homem não é um ser isolado
na Natureza, jogado num mundo caótico e sem propósito. Ele,
junto com todas as outras formas da criação, sejam elas animais,
vegetais ou minerais, fazem parte de uma VIDA ÚNICA que é
a razão das coisas, que tudo permeia e que tudo anima. Fazer
conscientemente o caminho de volta à Casa do Pai é a tarefa
do Homem. E para quem se pôs a caminho, a Astrologia pode
mostrar a única direção possível: o autoconhecimento.
Regina
Martins
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