Por
que Educação Ambiental?
O interesse mundial pela Educação Ambiental decorre
da constatação de que o avanço tecnológico
tem sido associado, historicamente, à degradação
do meio ambiente. É possível verificar que o desenvolvimento
das nações modernas tem ocorrido em detrimento à
conservação ambiental. Para planejar nossas ações
é necessário associar princípios de Economia
e Ecologia, duas ciências, que cuidam, em última
análise, da organização da casa.
Se não houver disciplina e racionalização
no uso dos recursos naturais, solo e água, que consistem
nos bens de produção, seja nos espaços urbanos
ou rurais, como se poderá produzir bem, conservando os
recursos naturais? A Educação Ambiental tenta resgatar
a visão holística e a participação
dos cidadãos na solução dos problemas ambientais,
harmonizando as ações humanas em relação
à sua própria espécie e aos demais seres
vivos do planeta, bem como ao conjunto de fatores que compõem
o ambiente.
Conceitos Preliminares
Conceitos
Preliminares
Meio
ambiente
O
termo meio ambiente significa local habitável, seja natural
ou construído. As duas palavras que o constituem meio
e ambiente são sinônimos e encerram noções
de espaço físico que envolve os seres vivos, os
componentes físicos e químicos do ecossistema.
Ecossistema
O
ecossistema é o conjunto formado pelo ambiente físico,
os seres que nele vivem e todos os fatores que nele atuam. A própria
terra pode ser considerada um enorme ecossistema, formada por
inúmeros ecossistemas menores. A floresta, a árvore,
a folha podem ser considerados ecossistemas. Assim como os demais
sistemas, seu funcionamento demanda uma fonte de energia, o sol,
que fornece luz e calor, e um fluxo de energia, através
das cadeias alimentares.
Ecologia
Ecologia
é a ciência que estuda as relações
entre os seres vivos e o seu ambiente. Nos últimos anos
a palavra ecologia teve seu uso ampliado, saindo do campo específico
da biologia, para abranger outros significados, passando a denominar
um amplo movimento social e político que busca a preservação
do meio ambiente.
Desenvolvimento
Sustentável
Sustentável
é aquilo que se pode manter, conservar; é o que
se pode preservar, sem se esgotar. Desenvolvimento sustentável
existe no mundo natural, na reciclagem da matéria. Os elementos
químicos que formam o ar, as rochas, o solo e a água
são utilizados inicialmente pelos produtores. Esses produtores
servem como alimento para os consumidores primários, que
por sua vez vão ser consumidos por outros consumidores
pertencentes à cadeia alimentar passam pelas cadeias alimentares
e os detritos, assim como os cadáveres são decompostos
pelos microorganismos, principalmente bactérias e fungos,
sendo devolvidos ao ambiente e assim estão prontos para
serem reutilizados, em um processo contínuo. A reciclagem,
palavra de ordem da natureza, é um dos fatores de equilíbrio
e devia ser imitado pela sociedade humana.
Pensar
em desenvolvimento sustentável, requer, em primeiro lugar
refletir sobre qualidade de vida. Muitas pessoas traduzem qualidade
de vida como quantidade de produtos a serem consumidos e acumulados
pelos indivíduos. Ao mesmo tempo comparam a natureza a
um grande supermercado, onde os produtos estão dispostos
para serem tomados, independentemente de suas características
e possibilidades de renovação, e de sua articulação
com os demais ítens nas outras prateleiras.
Equilíbrio
Ambiental
Em
condições naturais os ecossistemas se mantêm
dinamicamente equilibrados. Esse equilíbrio pode ser entendido
como um conjunto de interações que buscam o estado
menos energético. O equilíbrio nos ecossistemas
é dinâmico, compensando entradas e saídas
de materiais e energia. Quando há qualquer interferência
externa, como a ação antrópica, pode-se aumentar
a quantidade de matéria e energia nesse ecossistema, criando-se
uma situação momentânea de desequilíbrio
até que a matéria seja processada e a energia consumida,
como é o caso do lançamento de vinhaça nos
rios. Pode-se também diminuir a quantidade de matéria
e energia, com uma queimada, por exemplo. Em ambos os casos, quando
cessam as perturbações, a tendência é
que se estabeleça uma nova condição de equilíbrio.
Porém certas ações podem gerar níveis
de equilíbrio, desfavoráveis ao nosso bem estar
e até à nossa sobrevivência. Isso poderá
acontecer, por exemplo, em uma catástrofe nuclear, em que
o ambiente poderá encontrar uma condição
de equilíbrio onde poderão ser excluídas
muitas espécies, inclusive a nossa. É preciso considerar
que não somos necessários para o equilíbrio
ambiental e que ele ocorrerá independente de nossas
ações. É importante refletir, no entanto,
que nós somos a única espécie que pode alterar
drasticamente as condições ambientais. Se pretendemos
viver em harmonia com outras espécies nesse planeta, é
necessário começar a planejar nossa ações,
tendo em vista que a lei da ação e reação
governa o universo.<topo>
Recursos
Hídricos
Três
quartos da superfície da Terra são cobertos com
água. Dessa água 97% está nos oceanos e 3%
é água doce. Destes 3% de água doce, 2% formam
geleiras inacessíveis, restando apenas 1% de água
doce disponível, armazenada em lençóis subterrâneos,
rios e lagos, distribuída desigualmente pela terra. O Brasil
possui 8% do total de toda água doce disponível
no planeta. A água pode ser considerada um recurso inesgotável,
na maioria dos ecossistemas, enquanto houver uma fonte de energia
solar capaz de fazê-la mudar de estado físico e circular
no ambiente Os seres vivos podem ter até 98% de seus tecidos
constituídos por água. O ser humano possui cerca
de 63% de água em seu corpo. Todos os organismos vivos
para terem seu metabolismo funcionando normalmente dependem da
hidratação de suas células, sendo a água,
portanto, essencial à sua sobrevivência. Os seres
humanos utilizam os recursos hídricos principalmente para
o abastecimento domiciliar, industrial, irrigação,
produção de energia, navegação e destino
final de despejos. Todas essas atividades, realizadas de forma
irresponsável e mal planejadas, têm poluído
as reservas hídricas com uma velocidade tão grande,
que sua potabilidade poderá estar comprometida em poucos
anos.
Conteúdo
da Univ. Livre da Mata Atlântica