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Doenças e Pragas Exóticas

Um dos maiores problemas fitossanitários enfrentados hoje pela citricultura é causado por uma bactéria, que conta com a ajuda de um inseto para se tornar mais nociva e de difícil combate. Trata-se do cancro cítrico e da larva minadora. No entanto, esses dois inimigos da sanidade dos pomares não existiam no Brasil há 42 anos.
O cancro e a larva minadora, foram introduzidos na nossa citricultura, o que nos faz pensar o quão seria benéfico se os tivéssemos evitado. A pinta preta e a mosca da carambola são outros exemplos de um descuido que poderá trazer grandes prejuízos. Portanto, precisamos ter um controle rígido daquilo que entra em nosso território. A importação de materiais vegetais é uma grande ameaça e não deve ser feita de nenhuma parte do mundo, a não ser quando autorizada e acompanhada por órgão oficiais.

Conheça outras doenças e pragas que devemos evitar:
Besouro Perfurador de Raiz - Diaprepes abbreviatus
Cochonilha Rosada - Maconellicoccus hirsutus
Cochonilha Vermelha - Aonidiella aurantii
Huanglongbing (Greening) - HLB - Candidatus (Liberobacter) spp.
Mal Seco - Phoma trachephila
Mariposa das Flores - Prays citri
Mosca da Carambola - Bactrocera carambolae
Mosca Negra dos Citros - Aleurocanthus woglumi
Stubborn dos Citros - Spiroplasma citri
Vassoura de Bruxa (Witche's Broom - WBDL)

BESOURO PERFURADOR DE RAIZ - Diaprepes abbreviatus
É uma das mais importantes espécies de besouro de raiz. Originário de Porto Rico, foi introduzido na Flórida em 1964, por meio de plantas ornamentais. É uma praga importante devido ao grande número de plantas hospedeiras que possui, incluindo muitas de importância agrícola. Além disso, os porta-enxertos utilizados para citros parecem não ser resistentes ao ataque da praga.
adulto
ovos
larvas
Descrição e ciclo de vida:
Nos EUA é o maior besouro que ataca citros, variando entre 9,5 mm a 19,0 mm de comprimento. Os adultos apresentam faixas de coloração laranja, amarelo e branco sobre um fundo negro.

Seus ovos são lisos e brancos, com cerca de 1,2 mm de comprimento por 0,4mm de diâmetro. Eles são depositados em massa (30 a 264 unidades) e uma fêmea pode produzir mais de 5.000 ovos durante toda sua vida. As massas são depositadas entre as folhas e recobertas por uma camada gelatinosa.

A coloração das larvas varia do branco ao creme. As larvas eclodem em 6 a 9 dias e caem no chão, penetrando no solo após algumas horas. No Caribe e na Flórida, o período larval pode durar de 250 a 350 dias, contudo, a larva pode permanecer inativa por mais de um ano. No início, elas se alimentam de radicelas e, mais tarde, de raízes mais grossas. No seu último estágio, a larva apresenta aproximadamente 2 cm.

Antes do estágio de pupa, a larva forma um casulo compactando o solo, provavelmente para proteger-se de inimigos naturais e/ou fatores físicos. A pupação ocorre no solo, 15 a 20 dias após o casulo estar pronto. Após a emergência do adulto, estes permanecem no solo por mais de 120 dias antes de se moverem para a superfície.
danos Danos:
Ao se alimentarem, adultos e larvas causam a perda do vigor foliar, diminuição da copa da planta hospedeira, baixo crescimento e redução da produtividade.
Identificação e controle:
O melhor modo de determinar a presença destes besouros em pomares de citros é examinar a planta e observar o dano típico da praga que é o rendilhado em forma de "V" ao longo das margens das folhas.

O controle biológico pode ser feito com os fungos Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae, Paecilomyces lilacinus e Aspergillus ochreaceous, além de nematóides do gênero Heterorhabditis e Steinernema. Eles atacam as larvas do inseto. O controle também pode ser feito com inseticidas. Entretanto, antes de adotar o controle químico, o citricultor deve identificar o besouro infestante, conhecendo seu ciclo e época correta para controle, considerar a idade do pomar e o efeito do produto nos demais organismos.


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COCHONILHA ROSADA - Maconellicoccus hirsutus
Esta praga é conhecida como cochonilha rosada pela sua coloração. Ela tem como centro de origem a Índia, de onde espalhou-se para várias regiões do mundo. Atualmente encontra-se na Austrália e ilhas do pacífico, Ásia, Oriente Médio e África.

Em 1995 foi relatada em Granada, espalhando-se rapidamente em 16 ilhas da região do Caribe e em 1997 foi detectada na América do Sul, na Guiana. Em 1998 foi encontrada em Martinica e Guadalupe.

colônias Descrição e ciclo de vida:
A cochonilha rosada forma colônias sobre a planta hospedeira, deixando grandes massas com cobertura cerosa branca sobre os ramos, estruturas frutíferas e folhas. As fêmeas e os machos têm cerca de 3 mm de comprimento. Desprovida de asas, a fêmea tem o corpo rosa com uma cobertura cerosa branca e formato oval. Os machos têm asas e duas longas caudas cerosas. A reprodução pode ser partenogenética (sem a presença do macho).
O ciclo de vida da cochonilha rosada se completa em 23 a 30 dias. As fêmeas depositam os ovos em ovissaco de cêra branco. Em cada ovissaco são depositados até 650 ovos, que levam entre 3 a 9 dias para eclodir.

Os ovos são pequenos, variando de 0,3 a 0,4 mm de comprimento. Inicialmente, eles são alaranjados, tornando-se rosados com a maturidade. As ninfas recém eclodidas são muito móveis e dispersam-se sobre o hospedeiro, especialmente em direção às partes novas e tenras. Podem ainda ser carregadas por longas distâncias por agentes como o vento, homem ou animais. Em clima frio, a praga entra em um estado de dormência no solo ou na planta hospedeira, tanto no estágio de ovo ou como adulto.

Danos:
A cochonilha rosada pode causar grandes prejuízos, chegando mesmo a ocasionar a morte da árvore. A praga suga a seiva da planta hospedeira e injeta uma saliva tóxica que causa a malformação de folhas e frutos e os brotos ficam encarpilhados. Os frutos secam, reduzindo a produção e seu valor comercial.
Controle:
O uso de produtos químicos não é recomendado. Eles têm baixa eficiência no controle da cochonilha devido à grossa camada cerosa que recobre seu corpo e impede a penetração de inseticidas.

A longo prazo, o controle biológico é a melhor solução. Os principais inimigos naturais são o parasitóide Anagyrus kamalie a joaninha Cryptolaemus montrouzieri.


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COCHONILHA VERMELHA - Aonidiella aurantii
Na Califórnia é considerada a praga de citros mais importante. Ela também está presente no México, América Central, América do Sul, Egito, Síria, Grécia, Itália, Israel, África do Sul, Austrália e Ásia tropical. Este inseto se desenvolve melhor em clima semi-árido.
fêmeas e ninfas
macho
Descrição ciclo de vida:
As fêmeas depositam entre 100 a 150 ovos num período de 2 meses. Após um ou dois dias nascem as ninfas móveis ("crawlers" ou filhotes). A duração do primeiro estágio ninfal é de 7 a 20 dias e do segundo é de 12 a 20 dias. Essas ninfas podem ser dispersas pelo vento, pássaros ou colhedores. Nesta fase, a praga se instala em depressões sobre os ramos, frutos ou folhas, onde iniciam sua alimentação após a introdução de seu estilete no tecido da planta.

A partir do segundo estágio ninfal, fêmeas e machos desenvolvem-se diferentemente. Os machos formam carapaças alongadas, enquanto que as fêmeas apresentam a carapaça arredondada. Elas passam por mais um estágio para se tornarem adultas, enquanto os machos passam por mais quatro. Eles são pequenos, possuem um par de asas e antenas.

Os machos adultos não se alimentam e vivem apenas cerca 6 horas com o propósito único de acasalamento. Enquanto os machos estão emergindo, as fêmeas produzem feromônio sexual para atraí-los. Os machos caminham a procura de uma fêmea na vizinhança ou voam para outras plantas.
Danos:
A cochonilha vermelha ataca todas as partes da planta, sugando seu tecido com um longo e filamentoso aparato bucal. Infestações severas podem reduzir a produtividade, causar queda de frutos, amarelecimento e queda das folhas e morte dos ramos finos. Se o ataque severo persistir, pode haver morte de galhos. A produção pode ser comprometida por um ano ou ou mais, mesmo quando a cochonilha é controlada.
Controle:
O monitoramento desta praga pode ser realizado por inspeção visual dos ramos verdes e frutos ou com o uso de armadilha de feromônio para monitorar o início do vôo do macho. Na Califórnia, os parasitóides Aphytis melinus, A. lingnanensis e Comperiella bifasciata são importantes inimigos naturais da cochonilha vermelha. No caso de controle químico, recomenda-se chlorpyrifos, carbaryl e methidathion, no entanto recentemente observou-se resistência a esses inseticidas. Deve-se usar, preferencialmente, óleo mineral pela sua seletividade.

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HUANGLONGBING (GREENING) - HLB - Candidatus Liberobacter spp.
É uma doença provavelmente originária da China, que hoje afeta seriamente a produção na Índia, Leste e Sudeste Asiático, Península Árabe e África do Sul.

O agente causal é uma bactéria com crescimento limitado ao floema (vasos que distribuem a seiva), chamada Candidatus Liberobacter spp. Existem duas espécies Candidatus Liberobacter africanum, associada à forma africana da doença, e Candidatus Liberobacter asiaticum associada à forma asiática.

Transmissão:
A bactéria pode ser transmitida por enxertia (borbulhas), mas as taxas de transmissão são baixas (de 10 a 30%), devido a distribuição irregular dentro da planta hospedeira.

A transmissão também ocorre por vetores, que são duas espécies de psilídeos: Trioza erytreae e Diaphorina citri. O primeiro ocorre na África do Sul, Yemen, Madagascar, Ilhas Reunião e Ilhas Maurícius e é responsável pela transmissão da Candidatus Liberobacter africanum. Este inseto não sobrevive bem em áreas de clima seco e quente.

vetor - D. citri
Adulto de Diaphorina citri: vetor é abundante no Brasil
O segundo vetor é encontrado no sudoeste da Ásia, Índia, Arábia Saudita, Ilhas Maurícius e Reunião e também na América do Sul e Central. É tolerante a altas temperaturas e sobrevive em várias condições climáticas. A maioria das variedades de citros é boa hospedeira do inseto.
As duas espécies da bactéria multiplicam-se em psilídeos. A doença é transmitida principalmente por adultos dos insetos vetores, entretanto ninfas de últimos estágios de D. citri se tornaram infectivas sob condições experimentais.
Aparentemente, os psilídeos não são muito eficientes na transmissão da HLB. A maior parte dos casos de dispersão natural ocorre quando a população dos vetores é alta e quando há brotações novas tanto em plantas doentes como em sadias.
Sintomas:
O sintoma inicial é, geralmente, a presença de brotos ou ramos amarelos na planta. A partir destes ramos, a bactéria se move lentamente pela árvore, causando o amarelecimento progressivo de toda a copa. Árvores muito afetadas ficam desfolhadas e com ramos atrofiados.
sintomas/galhos sintoma/folhas
O sintoma mais característico da HLB são manchas de coloração amarelo pálido, sem uniformidade, na folha (mosqueado).
Os frutos das plantas afetadas são pequenos, assimétricos e pouco coloridos, com partes esverdeadas. Frequentemente, estes contém sementes abortivas. O suco dos frutos afetados contém baixo teor de sólidos solúveis e acidez elevada.
sintomas/frutos sementes abortivas

Controle:
Em países onde a HLB é endêmica, as estratégias de manejo incluem controle da população de vetores, por meio do monitoramento e aplicação de inseticidas, e o arranquio das árvores contaminadas de qualquer idade. Está comprovado que a poda dos galhos afetados não tem sido muito eficiente como medida para reduzir a fonte de inóculo.

O controle biológico com as vespas Tamaraxia (Tetrastichus) dryi e T. radiatus foi usado com sucesso na Ilha Reunião, reduzindo a população de T. erytreae e D. citri e levando a um controle efetivo destes vetores. No entanto, o controle biológico não tem sido bem sucedido em outros países devido aos hiperparasitóides. Outra estratégia é a utilização de mudas livres da doença, procedentes de viveiros protegidos contra vetores, e a utilização de termoterapia para eliminação dos patógenos de material de planta cítrica.


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MAL SECO - Phoma trachephila
mal seco
Árvore atacada pelo Mal Seco
O Mal Seco é uma doença causada pelo fungo Phoma trachephila. Foi constatada pela primeira vez na ilha de Chios, no Mar Egeu, Grécia, em 1894. É comum nos países da bacia do Mediterrâneo, região do Mar Negro e na Ásia Menor.

A doença ataca plantas em qualquer idade, mas é mais freqüente em plantas jovens. Afeta principalmente os limoeiros. Na Itália tem causado grandes prejuízos, por vezes reduzindo a colheita a pouco mais da metade do normal. Afeta também plantas dos gêneros Poncirus, Fortunella e Severinia. Entre os porta-enxertos são suscetíveis o limão Rugoso, laranja azeda, citranges Carrizo e Troyer e outros. Laranjas doces e pomelos são menos afetados.

sintomas/folhas
sintomas/lenho
Sintomas:
Os primeiros sintomas se manifestam geralmente em folhas novas, como manchas cloróticas, amarelecimento das nervuras e queda. Normalmente, o ramo infectado seca. É nos ramos mais vigorosos que se formam as frutificações do fungo: picnídios agregados debaixo da epiderme dos ramos. Em plantas muito vigorosas, o patógeno se propaga rapidamente, afetando até o tronco.

Outro sintoma que facilita o diagnóstico é a cor avermelhada presente no lenho dos ramos no início da infecção. Para este diagnóstico, deve-se retirar a casca e fazer um corte transversal no ramo afetado. O Mal Seco também pode se manifestar de outra forma, atacando raízes, o que é mais prejudicial e mais comum na Itália.

Controle:
O controle químico é difícil devido a falta de produtos eficientes para esse fim e pela dificuldade de acesso às partes afetadas da planta.

Os brotos e ramos afetados devem ser cortados e queimados imediatamente para evitar a contaminação das plantas vizinhas. Brotos que saem das raízes e do tronco devem ser removidos e também queimados.


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MARIPOSA DAS FLORES - Prays citri
Esta praga causa prejuízos a botões florais e frutos jovens de limão na Sicília. No entanto ocorre por toda a região Mediterrânea, Ceilão, Índia, Filipinas e Nova Gales do Sul (Austrália). Apesar da preferência pelo limão, as flores de todas as variedades de citros são sujeitas ao ataque do inseto. Dependendo da época do ano, ataca brotos e folhas novas e tenras, podendo atacar ainda frutos jovens em desenvolvimento.
Descrição e ciclo de vida:
A mariposa é cinza escura, tem 10 a 12 mm de envergadura das asas, excessivamente franjadas e sua antena é bastante curta. A mariposa se alimenta de substâncias açucaradas e tem hábito crepuscular, descansando durante o dia na planta hospedeira. As fêmeas ovipositam de um a três ovos por vez, num total de 60 a 150 ovos durante sua vida. Os ovos são postos dentro do botão floral, têm 0,15 x 0,20 mm, são ligeiramente convexos com o córion fino e reticulado. As larvas são pequenas e medem no último estágio 6,5 x 1,8 mm.

Na Sicília e em toda a região Mediterrânea ocorrem onze gerações da praga por ano: uma no inverno, três na primavera, quatro no verão e três no outono. Seu desenvolvimento completo ocorre em menos de 30 dias nos meses do verão e em 60 dias no inverno.


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MOSCA DA CARAMBOLA - Bactrocera carambolae
Nativa da Ásia, a Mosca da Carambola está presente em Burna, Sri Lanka, Indonésia, Sul da Tailândia, Malásia, Suriname e Guiana Francesa. É uma das pragas mais destrutivas de frutos carnosos no mundo. Ataca cerca de 30 fruteiras de importância econômica, destacando-se laranja doce, tangerinas, goiaba, manga e caju. Dependendo da cultura pode acabar com até 100% da produção.

Este inseto representa uma grande ameaça ao Brasil, pois o Suriname e Guiana Francesa, países vizinhos, têm cerca de 20 e 30% da suas áreas infestadas. Se entrar no Brasil, a B. carambolae pode causar prejuízos em torno de US$ 150 milhões por ano.

Descrição e ciclo de vida:
B. carambolae Esta mosca das frutas é ligeiramente mais larga que as domésticas. Sua cor predominante é a amarela e têm manchas escuras no dorso. No abdômen possui uma faixa escura em forma de "T".
Em condições ideais, seu desenvolvimento se completa em aproximadamente 22 dias. Uma fêmea põe cerca de 136 ovos por dia, em lotes de 10 ovos por local.
O estágio larval dura de 6 a 35 dias. No terceiro estágio, a larva sai do fruto, antes ou depois de sua queda, e empupa no solo a uma profundidade de 2 a 5 cm. A fase de pupa leva entre 10 a 12 dias. O adulto atinge sua maturação sexual entre 8 a 12 dias após a emergência.
Controle:
Os machos da mosca da carambola são altamente atraídos por uma substância derivada do óleo de Cravo, o metil-euganol, que funciona como um feromônio sexual. Esse feromônio pode ser utilizado para monitoramento e controle do macho (técnica de aniquilamento de machos). Outro método é o uso de iscas tóxicas, onde se associa a proteína atrativa com inseticidas para diminuição da densidade de machos e fêmeas.

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MOSCA NEGRA DOS CITROS - Aleurocanthus woglumi
Com origem asiática, a mosca negra dos citros também ocorre na África e Américas. Na América do Sul está presente na Colômbia, Equador, Peru, Suriname e Venezuela. Mesmo não tendo sido constatada no Brasil, representa uma ameaça já que está presente em vários países que fazem fronteira com o nosso. Apesar das plantas cítricas serem as mais favoráveis para o desenvolvimento populacional da praga, ela pode se hospedar em mais de 300 espécies de plantas, como videiras, cafeeiros, mangueiras, mamoeiros, pereiras, entre outras.
Descrição e ciclo de vida:
O inseto pode ser encontrado durante todo o ano, entretanto a sua reprodução é baixa nos meses mais frios. Os ovos são depositados em espiral sobre as folhas, em grupos de 35 a 50. A eclosão se dá em 4 a 12 dias, dependendo do clima. As fêmeas podem ovipositar 100 ovos durante a sua vida, que varia entre 2 a 4 meses.

As ninfas são ativas, de coloração negra, achatadas e com 6 pernas. Se movem por um curto período de tempo, principalmente na face inferior das folhas para evitar a radiação solar. Em pouco tempo inserem seu aparato bucal nas folhas e começam a succionar a seiva. Elas perdem as pernas no processo de muda de pele. Após 3 estágios de ninfa, se transformam em adultos, sendo que tanto a fêmea como os machos apresentam asas.

ovos ninfas pupas adulto

danos/fumagina Danos:
No processo de alimentação, a mosca negra danifica as folhas novas em crescimento. Sobre o líquido eliminado pela praga, cresce o fungo causador da fumagina que cobre as folhas e frutos, reduzindo a respiração e fotossíntese. Ocorre redução da frutificação, provocando perdas de até 80%.
Controle:
O controle biológico é um dos meios mais eficientes no controle da mosca negra. Os parasitóides Prospaltella spp. e Amitus hesperidum têm controlado eficientemente a praga.

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STUBBORN DOS CITROS - Spiroplasma citri
O Stubborn não afeta somente os citros mas também outras espécies vegetais. O agente causal é um micoplasma chamado Spiroplasma citri. Tem a forma espiralada e é dotado de motilidade, afetando os vasos condutores de seiva (floema).
Transmissão:
A doença é transmitida com facilidade por meio de enxertia e por insetos vetores que se alimentam no floema. Esses vetores são as cigarrinhas Neoliturus tenellus, Scaphytopius nitridus e Scaphytopius delongi.
stubborn/árvores Sintomas:
As plantas afetadas crescem pouco e, em infestações intensas, seu desenvolvimento é muito afetado. Nos casos mais severos, os ramos podem ficar desfolhados, morrem e a produção de frutos é reduzida. Os frutos podem ser pequenos, esverdeados em uma das partes e apresentar a columela curvada, o que lhes dá um aspecto deformado.
Muitas vezes se observa a cor azul, anormal, no albedo, mas não se tem certeza se esse sintoma é típico. As folhas são miúdas e retorcidas em forma de cunha e os internódios são curtos.
sintomas/folhas sintomas/frutos sintomas/frutos
Controle:
O Spiroplasma citri é insensível à penicilina. Plantas de laranja doce como a baianinha e outras são resistentes à doença. Uma forma de prevenção é a utilização de mudas livres da doença, procedentes de viveiros protegidos contra vetores.

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VASSOURA DE BRUXA (WITCHE'S BROOM - WBDL)
O agente causal da Vassoura de Bruxa é um micoplasma, organismo unicelular que se restringe ao floema da planta. A doença foi registrada pela primeira vez em Oman, na península Arábica, em pés de limão Galego (Citrus aurantifolia). Posteriormente ela se disseminou para outros países dos Emirados Árabes Unidos, onde afeta também lima da Pérsia, lima doce e outras variedades de limões.
Transmissão:
A Vassoura de Bruxa pode ser transmitida por meio de enxertia e vetores. A cigarrinha Hishimonus phycitis é encontrada com frequência em plantas doentes e pode ser o vetor da doença.
Sintomas:
A doença se desenvolve em plantas de qualquer idade, mais freqüentemente após 15 anos de idade. Seu sintoma mais característico é o desenvolvimento de brotações compactas, formando conjuntos de folhas miúdas que contrastam das folhas normais. As folhas mais velhas vão amarelando e morrem.

Essas brotações atípicas (vassouras) resultam do desenvolvimento de brotos axilares, que normalmente permanecem dormentes. Esses brotos se desenvolvem produzindo muitos brotos secundários. Dessa maneira formam-se inúmeras ramificações com internódios curtos, formando massas compactas que vão surgindo, aos poucos, em várias partes da planta. Em estágios mais avançados, as plantas morrem.

Controle:
Tentativas de controle com injeções de tetraciclina foram aplicadas sem resultados. Atualmente, a erradicação da planta atacada é a melhor forma de controle da doença.

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Conteúdo extraído do site:
www.fundecitrus.com.br